domingo, 22 de agosto de 2010

5 coisas que serão eternamente as melhores

22/08/2010 - 14:52

Frase do dia: "Tédio é que nem mosca: Enche o saco, mas cadê que você mata?" HDAUDHUDHAUA

Yep.

Manhã de inverno, Zed passava pela frente do cemitério.
Ele tinha o incrível dom de conseguir sentir as coisas, e o cemitério o fazia sentir pra baixo, já que era o lugar que ele sentia mais tristeza e dó.
Ele imaginava como os mortos deveriam se sentir ali, deveria ser uma tortura, mas as pessoas não entendiam isso, e ao invés de transformar num lugar de paz, transformavam numa tortura. A chuva ia caindo, e ele percebia que estava se atrasando. Normal, como todos os outros dias... Ele era por natureza atrasado, esquecido, considerado "no mundo da lua". Tudo bem, ele já estava acostumado. Chegando à fonte, sentou num banquinho ao lado de um garoto chorando de cabeça abaixada.
Ficou horas conversando, tranquilizando, tentando ajudar. E isso se seguiu por dias, com pessoas diferentes. Os dias viraram semanas, as semanas viraram meses, e ele se sentia cada vez mais responsável pelos sentimentos das pessoas, já que ele achava que poderia ajudá-las. Mas ao longo do trajeto, ele não ia percebendo que ia absorvendo um pouco da tristeza, do desapontamento, da solidão, e de cada sentimento triste que ele tirava das pessoas. Ia para a praia de noite para sentir a energia do mar, algo forte e tranquilizante ao mesmo tempo. As pessoas começaram a melhorar, e Zed começou a se sentir mais sozinho. Uma vez ou outra ia ajudar alguém, mas ele sabia que não estava mais com o 'pique' de antes.
Até que um dia ele se deu conta de que quem precisava ser ajudado era ele, mas as pessoas já haviam sumido. E ele pensava de mais nas pessoas, por isso, não pedia ajuda a ninguém. Tudo foi seguindo, até que um dia ele disse que não iria mais ajudar ninguém até estar bem consigo mesmo. O que aconteceu? Ele abriu os olhos, e agora tenta se ajudar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Terça-feira, 27 de julho de 2010, 02:57 da manhã.


Muitas pessoas, talvez quase todas, ao serem perguntadas "O que acham sobre velhice?", respondem sempre coisas otimistas como "Mesmo envelhecendo, vamos vendo nossos filhos crescendo, tendo filhos também, vamos aprendendo mais coisas, e isso é muito legal." .
Porém, eu estava deitado, pensando sobre um de meus sonhos de me tornar médico e poder salvar pessoas. Metade de mim acha um sonho estúpido, primeiro pelo fato de eu nunca ter contado isso à ninguém, minha família não faz idéia que eu sonho isso. Não conto por que? Porque eu sou desastrado, distraído, azarado e quase sempre faço tudo errado. Ou seja, um desastre.
A outra metade, acha que um dia vai tomar coragem e correr atrás. Alguém que possa um dia receber um simples sorriso que valerá mais que mil "Parabéns" em qualquer outro trabalho.  Me tornar importante para alguém.
E pensando nisso,  comecei a pensar sobre minha vida caso eu seguisse esse sonho.
Eu me dedicaria, e com o passar dos anos iria envelhecendo,  meus sentidos ficando piores, até um ponto em que eu me tornaria quase uma ameaça, mesmo com toda a sabedoria, experiência e boa vontade.  E então, as pessoas começariam a me olhar com pena, dependendo da ocasião, até medo, e não mais com esperança.
Com a velhice, eu veria as pessoas que eu amo morrendo, uma por uma. Não que eu me importe de eu mesmo morrer, mas eu sou fraco em relação às pessoas que me cercam. Se eu gosto de alguém, eu realmente gosto. E então, um dia eu partiria. Deixaria pra trás minhas boas ações que um dia (não muito distante) seriam esquecidas, deixaria pra trás meus filhos, netos, bisnetos e assim por diante. Talvez quem sabe até deixaria para trás minha mãe ou pai, ou esposa, e acabaria fazendo com que eles sofressem a dor que eu mesmo não acho que suportaria. Seria isso uma coisa boa? Eu não considero.
Mas por enquanto, eu vivo a vida que me foi permitida, os sonhos que pude alcançar, e na luta pelos que ainda não pude. Reúno coragem para enfrentar, força para superar, esperança para encontrar e bondade para espalhar. Ao mesmo tempo, observo a sombra dos anos me seguindo aonde quer que eu vá, mas ao invés de me desesperar, eu apenas sorrio. Se a vida é pra ser sem sentido assim mesmo, eu encontro um.

Era uma vez...

era uma vez um cocô hihi

terça-feira, 8 de junho de 2010

Antigo provérbio chinês...

«Um velho e sábio Mandarim teve um dia o privilégio de visitar o outro mundo.
Visitou primeiro o inferno. Por mais estranho que parecesse, era um lugar lindíssimo, cheio de jardins, de aves raras, de lagos azulados, de montanhas rosadas cujos cimos brilhavam ao sol. No centro desse lugar conduziram-no a um palácio maravilhoso onde numa esplêndida sala de jantar, eram servidas às pessoas as mais deliciosas iguarias confeccionadas com arroz. No entanto toda a gente tinha um ar famélico e infeliz. E o velho Mandarim compreendeu porquê quando reparou que, para servirem, lhes tinham distribuído pauzinhos com dois metros de comprimento, com os quais lhes era evidentemente impossível levar a comida à boca.
Angustiado por este espectáculo, pediu que o conduzissem depressa ao Céu. Aí, surpreendido, verificou que a paisagem era idêntica à do inferno. E, num belo palácio, em tudo semelhante ao primeiro, encontrou o mesmo banquete, preparado com as mesmas iguarias. Apenas no rosto das pessoas via uma expressão tranquila, saciada e feliz, que admirava tanto mais, quanto os vias empunhar os mesmos pauzinhos com dois metros de comprimento.
Observando melhor, notou então que cada pessoa, com os seus pauzinhos, dava de comer à que se sentava em frente. »

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A vida

Todos os dias vemos pessoas rindo, pessoas chorando, pessoas bravas, pessoas metidas, pessoas doentes, pessoas com fome, pessoas cheias, e as vezes ficamos pensando: "O que será que se passa na cabeça deles?"
Hoje em dia todo mundo tenta ser muito adulto, todo mundo tenta julgar, todo mundo tenta dar conselhos, e na maioria das vezes de bom agrado. Porém não estão no corpo da pessoa pra saber o que se passa não só na cabeça dela,mas no coração.
Quando se diz no coração, não se diz apenas em relação a amor.
As vezes voce ve uma pessoa triste, ou chorando, e fica imaginando "Poxa, o que será que aconteceu? Será que ele fez algo de ruim ou será que fizeram com ele?"
Se voce vê alguém chorando, ou foi por que ele fez algo de ruim e se arrependeu, ou por que fizeram algo ruim com ele.
Quando você vê alguém rindo, ou foi por que fez algo de ruim e tá se achando o máximo, ou por que ele ou alguém fez algo de bom, algo que alegre.
Muitas das vezes também as pessoas riem, mas se conseguissem ver o que se passa por trás do sorriso delas, voce choraria de pena.
Mas também quando se diz no coração, se diz no jeito da pessoa.
Quantas pessoas hoje em dia ao ouvirem eu dizer que eu sempre quis que existisse pokemon diriam "Po, pior que eu tambem! ahahhaha".
Pouquíssimas!
Eu já pulei muito muro, já brinquei de fazer poção (isso era perigoso, eu mechia com verniz, alcool em gel, e nem sabia o perigo ahuauhauha), já 'treinei' beyblade na chuva achando que ia ficar mais forte, já corri até não aguentar achando que era o rocky balboa, já me apaixonei, ja errei, já fui perdoado, já tomei decisões difíceis...
Muitas pessoas se dizem adultos, me chamam de "criança" por meus sonhos e por tudo que já fiz, mas na hora de enfrentar situações e erros não tem a mesma coragem e sinceridade que eu tenho.
Uma pessoa que tenta muito ser adulta, acaba sendo infantil.
Nem uma criança, nem um adulto, acaba sendo simplesmente infantil.
Uma criança tem um brilho nos olhos que alegra qualquer um, também tem uma capacidade de encher o saco de qualquer um. Tem uma imaginação incrível, e faz amigos fácil.
Um adulto conhece a vida, conhece que todos erram, sabe errar e aprender do erro pra não cometer mais, sabe perdoar, sabe entender, sabe amar, sabe proteger.
Então, pra que se privar? Não seja infantil, seja uma criança, e seja um adulto!
Brinque, se suje tomando picolé, diga que não gosta de comer coisas verdes ao invés de pensar se é ou não bom pra saúde, assista desenhos, conte piadas, sacaneie os amigos, faça pegadinhas, tropece, se atrase, RIA, se apaixone, lamba a tampa do iogurte, reclame do tamanho do yakut, sonhe com torta de limão, jogue um jogo, peça ajuda, coma só o caldinho do feijão, sonhe com McLanche Feliz, vá no carrinho bate-bate, conte historias de terror, brinque de pique-esconde ou policia e ladrão, brinque de gato-mia (inocentemente, ok? hauuahua).
Lambuze-se com mel, gaste todas as suas moedas com balas 7 belo, quando estiver com fome, esqueça o sanduba na lanchonete e compre o fandangos na padaria. Masque chiclete, beba coca-cola, pense que bebendo champagne voce ficará bebado, cave um buraco na areia, faça guerra de bexigas com água, imite o salcicha, faça bomba de coca com mentos, de cloro ou peido alemão com metilcolin b12, (fica a dica (6) hauah) fique com pena de um gatinho abandonado na rua, saia na chuva, se encante com os trovões, corra atrás de quem você ama sem se importar com o que digam, esqueça regras de etiqueta, saia pra comer cachorro quente de rua com os amigos, esconda-se de baixo de um cobertor com os amigos e brinque de quem peida mais fedido, arrote e diga "Melhor por cima do que por baixo!", tenha medo do escuro (afinal você pode tropeçar), enfim, curta, e seja feliz!
E se tiver algo que você queira muito, corra atrás. Esqueça os outros, ame, perdoe, erre, e aprenda.

Como diria o mestre Fernando Veríssimo:

"Embora quem quase morra esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Esse é o segredo da felicidade.
 

Ricardo Macedo Ianelli - El toro (pois estou com a fome de um touro, MUUUUU) -
:*